E quando o abusador nunca desiste? Gaslighting
No final de junho, completam-se 3 anos de quando meu ex-marido saiu de casa, tendo-me entregado uma "carta de divórcio". Hoje, ele já mora com a namorada de 2 anos e meio de relacionamento e a filha dela, que, por acaso, tem a mesma idade da minha filha. Está no emprego que quis, deve ter a vida que quis, tudo certo...
Não tenho contato com pessoas divorciadas como eu, mas acredito que, ao escolher seguir por caminhos diferentes, o ex-casal não tenha mais interesse em conversar sobre problemas da época do casamento nem em ficar arrumando desculpa para mandar mensagens ou se encontrar. Acho que o único assunto que poderia sobrar, se é que sobra, é sobre as urgências dos filhos.
Mas, quando o ex-marido tem algum tipo de desequilíbrio, sempre aparece um assunto para tratar, uma culpa para jogar, uma grosseria para dizer.
Entre as várias formas de violência psicológica, temos o gaslighthig, que permanece mesmo depois desse tempo todo de afastamento, com novas atitudes, novas mensagens, novas coisas fora de propósito.
Gaslighting é um tipo de violência psicológica que pode trazer uma série de prejuízos para quem o presencia.
Em outras palavras, o conceito de gaslighting se refere a uma manipulação na qual a pessoa persuadida é posta em uma posição de aparente inferioridade.
O termo surgiu após o filme “À Meia-luz – ou Gaslight (1944)”, que (para não dar spoiler) mostra a história de um homem que chantageia sua parceira para conseguir certos objetivos.
Ainda sem tradução para o português, esse tipo de abuso acontece quando uma pessoa distorce a situação com a finalidade de fazer com que a pessoa abusada duvide da própria memória.
Assim sendo, o gaslighting pode ser a causa de um relacionamento abusivo, uma vez que envolve mentiras e enganações frequentes.
Entre as formas dessa violência, temos:
#violenciadomestica
#violênciaecatolicismo
#gaslighting
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